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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

8. O encontro

 Era uma madrugada densa e fria quando Roberto, já mergulhado em um sono profundo, foi desperto por uma sensação estranha. A princípio, achou que estava sonhando, mas a realidade ao seu redor parecia mais viva e intensa do que qualquer sonho. A névoa que flutuava ao redor de sua cama tomava formas indefinidas, dançando ao som de um vento sussurrante que, de repente, cessou.

 Foi quando ele percebeu a presença: uma figura feminina, emergindo das sombras. A mulher era belíssima, com uma pele tão pálida que parecia brilhar sob a tênue luz da lua, olhos hipnotizantes que o encaravam, e cabelos escuros caindo como uma cortina ao redor de seu rosto perfeito. Ela o observava com um sorriso que misturava doçura e perigo.

 Roberto tentava reagir, mas seu corpo estava paralisado, congelado sob o encanto dela. A mulher se aproximou lentamente, seus movimentos eram elegantes, quase como uma dança. Ao tocar o rosto dele, Roberto sentiu o frio em sua pele e uma onda de paralisia que o fez estremecer. Ele tentou gritar, mas nenhum som escapou de seus lábios.

 “Roberto…” – ela sussurrou em uma voz suave e melancólica, como se o conhecesse há muito tempo. Aquele sussurro parecia um feitiço, preenchendo o ar com uma energia densa e opressiva. Ele se sentia cada vez mais fraco, como se algo estivesse sendo arrancado de seu corpo. Era como se sua própria vida estivesse sendo drenada pelos toques suaves e mortais daquela criatura.

 Ela o envolveu em seus braços, aproximando-se ainda mais, e Roberto sentiu seu corpo ser consumido por uma névoa de cansaço e desespero. Aos poucos, a escuridão foi tomando conta de sua visão, até que ele não sentisse mais nada, apenas um vazio.

 Quando amanheceu, os vizinhos encontraram Roberto em sua cama, com o rosto pálido e olhos vidrados, marcados pelo terror. Parecia ter envelhecido décadas em uma única noite, como se a própria vida tivesse sido roubada de seu corpo, deixando apenas uma casca desprovida de alma.



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