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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

10. O beijo da Succubus

 Era uma noite envolta em mistério. A lua cheia brilhava intensamente, lançando um brilho prateado sobre as sombras, e ele mal podia prever o que o aguardava. Dentro de um aposento iluminado apenas por velas, estava Kaligmoon, uma succubus cuja beleza transcendente exalava poder e perigo.

 Ele a encontrou casualmente, mas logo percebeu que sua presença não era nada comum. Seus olhos, profundos e de um tom vermelho sangrento, o observavam com uma intensidade que fazia seu coração acelerar. Ela se aproximou lentamente, um sorriso enigmático nos lábios, e ele sentiu o ar quase se eletrizar à sua volta.

 Kaligmoon tocou seu rosto suavemente, seus dedos frios como a brisa da madrugada. Cada toque era uma carícia que parecia extrair dele uma onda de emoção, e ele sentiu-se atraído como se estivesse preso em um encantamento. A proximidade entre eles tornou o ambiente denso, a tensão e o desejo crescendo com cada segundo.

 "Você sabe o que sou?", ela sussurrou como uma serpente, a voz sibilando, sensual e provocadora, fazendo arder a sua pele. Ele assentiu, incapaz de falar, hipnotizado pelo olhar dela, e ela riu levemente, uma risada que ressoava em seu corpo como um feitiço. Um chamado irresistível.

 Ela o envolveu em seus braços, e ele sentiu o calor de seu corpo misturado ao frio sobrenatural que emanava de sua aura, criando uma sensação de contraste que o deixou sem fôlego. A respiração dele estava entrecortada, e ele não conseguia mais resistir. O beijo que ela deu foi intenso, como um fogo que se espalhava por cada fibra do seu ser, enquanto ele se deixava envolver por Kaligmoon, ciente de que estava à mercê de algo além de sua compreensão. E assim ele se perdeu em um mar de prazer e escuridão. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

8. O encontro

 Era uma madrugada densa e fria quando Roberto, já mergulhado em um sono profundo, foi desperto por uma sensação estranha. A princípio, achou que estava sonhando, mas a realidade ao seu redor parecia mais viva e intensa do que qualquer sonho. A névoa que flutuava ao redor de sua cama tomava formas indefinidas, dançando ao som de um vento sussurrante que, de repente, cessou.

 Foi quando ele percebeu a presença: uma figura feminina, emergindo das sombras. A mulher era belíssima, com uma pele tão pálida que parecia brilhar sob a tênue luz da lua, olhos hipnotizantes que o encaravam, e cabelos escuros caindo como uma cortina ao redor de seu rosto perfeito. Ela o observava com um sorriso que misturava doçura e perigo.

 Roberto tentava reagir, mas seu corpo estava paralisado, congelado sob o encanto dela. A mulher se aproximou lentamente, seus movimentos eram elegantes, quase como uma dança. Ao tocar o rosto dele, Roberto sentiu o frio em sua pele e uma onda de paralisia que o fez estremecer. Ele tentou gritar, mas nenhum som escapou de seus lábios.

 “Roberto…” – ela sussurrou em uma voz suave e melancólica, como se o conhecesse há muito tempo. Aquele sussurro parecia um feitiço, preenchendo o ar com uma energia densa e opressiva. Ele se sentia cada vez mais fraco, como se algo estivesse sendo arrancado de seu corpo. Era como se sua própria vida estivesse sendo drenada pelos toques suaves e mortais daquela criatura.

 Ela o envolveu em seus braços, aproximando-se ainda mais, e Roberto sentiu seu corpo ser consumido por uma névoa de cansaço e desespero. Aos poucos, a escuridão foi tomando conta de sua visão, até que ele não sentisse mais nada, apenas um vazio.

 Quando amanheceu, os vizinhos encontraram Roberto em sua cama, com o rosto pálido e olhos vidrados, marcados pelo terror. Parecia ter envelhecido décadas em uma única noite, como se a própria vida tivesse sido roubada de seu corpo, deixando apenas uma casca desprovida de alma.



7. Em silencio profundo

 Em uma noite de lua cheia, num silêncio tão profundo que a própria escuridão parecia conter a respiração, Daniel acordou inquieto. Sentiu algo ao seu lado, como se uma sombra densa o envolvesse, e seu corpo ficou paralisado, como se uma força invisível o prendesse ali.

 Ele mal conseguia mover os olhos, mas, com esforço, viu uma figura ao pé de sua cama. Era uma mulher de beleza sobrenatural: pele pálida como mármore, cabelos negros e longos que caiam sobre os ombros e olhos de um vermelho intenso, que pareciam brilhar na penumbra. Ela sorria, e seu sorriso era de uma perfeição gélida e perversa, que exalava um misto de desejo e morte.

 Aquela mulher se aproximou lentamente, deslizando sem fazer som algum, e sentou-se ao lado de Daniel. Ele queria gritar, mas nenhum som saía de sua boca. Tentou se mover, mas estava preso, impotente, enquanto ela passava a mão gelada pelo seu corpo, como uma carícia macabra e lasciva.

 Ela sussurrou seu nome, e sua voz aveludada parecia vir de um lugar muito distante, um eco sombrio e hipnotizante. Ele sentia-se atraído, como se a voz dela fosse um feitiço que o prendia cada vez mais. Ela se debruçou sobre ele, os olhos vermelhos fixos nos dele, e começou a murmurar em uma língua que ele não entendia, mas que preenchia o ambiente com uma energia pesada e excitante.

 Enquanto a criatura sussurrava, Daniel sentia uma pressão no peito, como se algo estivesse sugando sua própria essência. Sua pele ficava fria e pálida, e o cansaço crescia dentro dele, cada vez mais intenso, cada vez mais inescapável. Aos poucos, sua visão começou a escurecer, e sua última imagem foi a daquele rosto perfeito e frio, sorrindo, enquanto ele sentia a vida ser sugada até a última gota.

Na manhã seguinte, os amigos de Daniel o encontraram, mas ele estava irreconhecível. Sua pele era enrugada, como a de alguém que viveu por décadas, e o olhar vazio, sem brilho algum. Ele estava vivo, mas algo dentro dele havia sido tomado para sempre, deixando para trás apenas uma casca vazia e uma sombra do que um dia fora.



quinta-feira, 24 de outubro de 2024

6. Desaparecidos

 Em uma cidade isolada, onde a escuridão parecia ter vida própria, uma lenda terrível circulava sobre uma entidade sedutora e demoníaca: a succubus. Dizia-se que ela infiltrava-se nos sonhos dos moradores, seduzindo-os com sua beleza sobrenatural e sugando sua vida. Aqueles que a viam acordavam exaustos, com olheiras profundas e uma palidez mortal. Outros simplesmente desapareciam, deixando para trás apenas um vazio sinistro.

 Theo, um jovem cético e ousado, zombava das histórias dos mais velhos. "Essas lendas são só pra assustar as crianças", dizia ele, com um sorriso irônico. Mas quando um amigo próximo foi vítima da succubus, Theo resolveu desafiar a lenda. Passou a noite sozinho na cabana da floresta, onde a criatura supostamente aparecia. A noite caiu como um véu de trevas. Theo lutou para não adormecer, mas o silêncio e a escuridão o envolviam, sufocando-o. E então, ele sentiu uma presença. Uma mulher de beleza perturbadora emergiu das sombras, com olhos profundos que pareciam devorar sua alma. Seu sorriso era uma promessa de morte.

 Com um sorriso sedutor e olhos cheios de luxúria, a succubus se aproximou de Theo, ansiosa por devorar sua alma. E Theo estava lutando para se libertar, mas suas forças estavam desaparecendo rapidamente. A succubus emanava uma presença sinistra, com seus olhos penetrantes e unhas afiadas. O calor de seu corpo se transformou em um frio gélido, enquanto ela drenava sua energia vital. Theo podia sentir sua força vital sendo sugada, deixando-o cada vez mais fraco e impotente. Ele sabia que estava perdendo a batalha contra a criatura sedenta por sua alma. Desesperado, ele tentou gritar por ajuda, mas suas palavras foram sufocadas pelo abraço apertado da succubus.

 Na manhã seguinte, Theo foi encontrado desacordado, com marcas estranhas no corpo. Seu olhar estava vazio, sua alma consumida. Desde então, ele nunca mais zombou da lenda. Seu medo era visível, sua alma ferida, vagava sem rumo. E então, ele desapareceu. A cidade ficou em silêncio, sabendo que a succubus havia reivindicado outra vítima.

 A lenda persistiu como um alerta sombrio para aqueles que se atreviam a desafiar a sedutora succubus, pois quem ousasse cruzar seu caminho desaparecia misteriosamente, sem deixar vestígios.

5. A dualidade de Astrum

   Astrum vivia uma vida de fingimento, escondendo sua verdadeira natureza. Mãe, amiga, parceira, trabalhava em uma empresa local, mas à noite, uma transformação sinistra ocorria. Kaligmoon emergia, sedutora e fatal, como uma sombra que consumia sua alma.

 Astrum sentia Kaligmoon se tornando mais forte, devorando sua humanidade. Sonhos terríveis, sensações desconhecidas e medo crescente. Astrum lutava para controlar a criatura que habitava seu corpo.

 À medida que a lua cheia se aproximava, Kaligmoon se fortalecia, ameaçando destruir a frágil barreira entre suas duas naturezas.  Astrum sabia que precisava encontrar um jeito de equilibrar suas almas ou iria sucumbir à escuridão.

 Então, um estranho misterioso apareceu na cidade buscando por Kaligmoon. Astrum precisou escolher entre proteger sua vida diurna ou enfrentar o desconhecido. O estranho era um caçador de criaturas sobrenaturais, oferecendo ajuda para controlar Kaligmoon.

 Astrum aceitou a ajuda, iniciando um treinamento. Meditação, controle da respiração e visualização se tornaram suas ferramentas contra a possessão.

 A lua cheia se aproximava, e Astrum sentia Kaligmoon se tornando mais forte. A batalha interna era iminente. Astrum determinada a não ser consumida, enfrentou Kaligmoon.

 Mas, justo quando pensava ter vencido, Kaligmoon revelou um segredo terrível:

"Você não é a única que tem dois lados, Astrum. O caçador também tem um segredo sombrio."

 Astrum se virou para o caçador, que sorria malignamente.

"Quem você realmente é?" Astrum perguntou, tremendo.

"Eu sou o criador de Kaligmoon", disse ele. "E agora, você é minha."

Astrum percebeu que havia caído em uma armadilha...

4. O amuleto

 Tudo começou com sonhos eróticos intensos e incontroláveis. As noites de John eram repletas de fantasias com uma mulher misteriosa, que parecia possuir um poder sobrenatural sobre ele.

 Com o passar do tempo, John percebeu que esses sonhos estavam interferindo em sua vida cotidiana. Ele se encontrava distraído e ansioso pensando na mulher misteriosa, incapaz de se concentrar em suas tarefas diárias. A atração que sentia por ela se tornava cada vez mais intensa, levando-o a questionar sua sanidade.

 Decidido a entender o que estava acontecendo, John buscou ajuda de um mago da cidade. Durante as sessões, ele descrevia detalhadamente os sonhos eróticos e a mulher misteriosa, tentando decifrar o significado por trás deles. O mago explorava as profundezas da mente de John, em busca de respostas para sua fixação por essa figura enigmática.

Uma noite, ao acordar, viu a mulher ao lado dele. Ela sorriu, revelando dentes afiados. Jonh tentou fugir, mas estava paralisado.

"Quem é você?" perguntou, tremendo.

"Sou Kaligmoon, sua amante dos sonhos", respondeu ela, com voz suave. "Você me dá vida com seus desejos e pensamentos obscuros"

 John percebeu que estava preso em um ciclo de sedução e esgotamento. Kaligmoon era uma succubus, alimentando-se de sua energia vital. Desesperado, John buscou ajuda do mago novamente, que lhe deu um amuleto protetor.

 Na próxima noite, John se encontrou novamente em um sonho com a misteriosa Kaligmoon. Desta vez, ele estava preparado e mostrou o amuleto. Ao ver o amuleto, Kaligmoon teve uma reação inesperada; ela gritou de dor e começou a se desfazer em uma fumaça negra. 

 A cena foi surpreendente para John, que observava perplexo enquanto a presença da mulher misteriosa se dissipava diante de seus olhos. A fumaça se dissipou lentamente, deixando para trás apenas um aroma estranho e a sensação de alívio no ar.

 A partir desse momento, a figura de Kaligmoon não retornou mais aos sonhos de John. A presença opressora e sedutora que o atormentava havia desaparecido, deixando-o finalmente em paz. O amuleto, que parecia ter um poder inexplicável sobre a misteriosa mulher, tornou-se um símbolo de proteção e libertação para John.

Após essa experiência intensa e surreal, John sentiu um peso sendo tirado de seus ombros. Ele finalmente podia dormir em paz, sem a presença perturbadora e enigmática da succubus. 

3. A sedutora da noite

 Em uma pequena cidade, rumores circulavam sobre uma mulher misteriosa que aparecia apenas à noite. Seus olhos hipnotizavam, seu toque queimava. Homens desapareciam após encontrá-la.

 Alex, um jovem curioso, decidiu buscar mais informações para entender melhor a lenda da succubus. Em uma de suas explorações, acabou a encontrando em um bar sombrio. Ela se apresentou como Kaligmoon.

 À medida que a noite avançava, Alex sentiu-se cativado. Kaligmoon o levou a um quarto escuro. Lá, ela revelou sua verdadeira forma: dentes afiados, olhos vermelhos, pele pálida.

 A succubus se aproximou lentamente e lhe deu um beijo suave, mas intenso, que começou a sugar sua alma. Alex sentiu a consciência se esvaindo, como se sua essência fosse sendo drenada.

 E no dia seguinte, Alex acordou em seu apartamento, sem lembranças, exaurido. Mas havia uma mensagem no espelho: 

"Você é meu agora".

  Depois daquele encontro, Alex começou a se sentir diferente. Sonhos terríveis e visões sombrias o atormentavam noite após noite. Ele logo percebeu que Kaligmoon agora habitava seus pensamentos, deixando claro que ele estava sob seu domínio.

 Em uma noite desesperado, Alex buscou ajuda. Um sábio local lhe disse: "A única maneira de se livrar dela é enfrentá-la em seu próprio território". E foi o que Alex fez, desafiou a sedutora succubus e ela o recebeu com um sorriso malicioso.

 "Você não pode me derrotar", disse ela.

Alex respondeu: "Não preciso. Preciso apenas resistir".

Com um esforço sobre-humano, Alex resistiu ao encanto da succubus. Ela desapareceu em uma nuvem negra de fumaça. E ele saiu do quarto, livre. Mas sabia que a luta não terminara. Kaligmoon voltaria. E assim, Alex viveu em constante vigilância, pronto para enfrentar a sedutora da noite novamente.

10. O beijo da Succubus

 Era uma noite envolta em mistério. A lua cheia brilhava intensamente, lançando um brilho prateado sobre as sombras, e ele mal podia prever ...